A direção da Cootracam participou da instalação da Frente Parlamentar de Defesa do Porto do Rio Grande, que aconteceu na tarde de sexta-feira (14), na Assembleia Legislativa do Estado. A iniciativa, proposta pelo deputado Halley Lino de Souza (PT), contou com diversas autoridades e representantes do setor produtivo. O evento teve como objetivo fortalecer o debate sobre a importância estratégica do complexo portuário para a economia do Estado e do Brasil, com foco na qualificação e melhoria da infraestrutura portuária.
Fundado em 1872, o porto é administrado pela Portos RS, tem uma capacidade de movimentação superior a 50 milhões de toneladas por ano. “O Complexo Portuário do Rio Grande é o maior movimentador de cargas do Estado e um dos mais produtivos do continente, ativo essencial e estratégico para o desenvolvimento da região. Apresentamos um plano de trabalho com diversas iniciativas visando a ampliação portuária, bem como da hidrovia, rodovias e ferrovias que chegam ao porto”, afirmou.
Durante a cerimônia, Lino ressaltou os desafios econômicos da região Sul e apresentou um manifesto pela inclusão da duplicação do Lote 4 da BR 392 no Novo PAC e um projeto de lei que visa inserir as hidrovias no Programa de Incentivo aos Acessos Municipais (PIAA/RS), que permite a compensação tributária de até 5% do ICMS devido para empresas que investirem na implantação destes acessos.
O deputado destacou a localização privilegiada do Porto de Rio Grande, com acesso à Lagoa dos Patos e protegido pelos imponentes Molhes da Barra do Rio Grande. “Temos importação de vários países. Se destaca muito a importação da China com 16%, a Argentina com 14%, assim sucessivamente. Exportamos para diversos lugares do mundo, a China tem 43 % dos destinos das nossas cargas, Vietnã, Irã, Estados Unidos e Marrocos”, destacou.
A Frente Parlamentar será um espaço para debates e proposições voltadas à melhoria da infraestrutura, integração logística e desenvolvimento do setor. Entre as pautas prioritárias estão o fortalecimento das hidrovias, melhorias no acesso ferroviário e rodoviário, além da atração de novos investimentos para modernização dos terminais portuários.
